Foto: Paulo Baptista

O Parque Nacional (Parna) da Serra do Gandarela, criado em 13 de outubro de 2014, constitui-se importante área de conservação ambiental no coração do Quadrilátero Ferrífero e na porção sul da Cadeia do Espinhaço, a 40 km de Belo Horizonte/MG.

O parque apresenta um conjunto cênico de exuberantes serras, rios e cachoeiras. A vegetação é composta de um dos mais contínuos fragmentos de Mata Atlântica de Minas Gerais e formações do cerrado, como os campos rupestres ferruginosos e quartizíticos, além de cangas ferruginosas.

O Parna se destaca também por representar significativas áreas de recarga de aquíferos, com grande ocorrência de córregos e rios que drenam para as bacias dos rios Doce e das Velhas, tomando-se estratégico para o abastecimento presente e futuro da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Esse fator também contribui para a ocorrência de dezenas de cachoeiras, que compõe uma esplêndida beleza cênica e oferecem opções de turismo e lazer gratuitos para a população local e da Região Metropolitana.

PRINCIPAIS ATRATIVOS

Cachoeira do ÍndioFoto: Tarcisio Nunes11

Localizada no município de Rio Acima, é formada por quatro grandes quedas, com mais de 200 metros de altura.

O acesso é através da estrada que liga o centro de Rio Acima ao Mirante da Serra do Gandarela. Desta estrada é possível ter uma visão panorâmica da cachoeira do Índio e do Viana.

O percurso de cerca de 10 km pode ser feito de carro, bicicleta ou a pé.

Para acessar ao poço da cachoeira, independente do meio de transporte escolhido, o turista deverá fazer o percurso final através de um trecho de 900 metros que conta com uma descida íngreme de nível avançado.

Cachoeira do Viana

Foto: Tarcisio NunesLocalizada no município de Rio Acima, no córrego do Viana, esta cachoeira possui acesso fácil a partir da estrada que liga Rio Acima ao Mirante da Serra do Gandarela.

A cachoeira possui cerca de quatro poços, sendo dois de difícil acesso.

Da cachoeira é também possível obter uma observação da paisagem regional, ressaltando o pico do Itabirito.

 

Trilha e Cachoeira das 27 voltas

Localizada no distrito de Honório Bicalho, em Nova Lima, esta trilha é destino certo para os praticantes de trekking e mountain bike.

São 9 km de trilha moderada partindo de Honório Bicalho, com um trecho de grande aclive no início da trilha e um declive acentuado no final, onde é possível refrescar-se na Cachoeira das 27 Voltas, que possui um belo poço para banho.

Estrada Real

A Estrada Real atravessa o parque em sua Porção Norte, nos municípios de Nova Lima e Raposos, no denominado caminho do Sabarabuçu.

No trecho inserido no parque, o visitante poderá observar ruínas referentes ao período colonial, além de observação da bacia do ribeirão do Prata. O percurso de 10 km pode ser feito através de trilha de dificuldade média.

Mirante da Serra do Gandarela

Localizado no município de Rio Acima, o Mirante apresenta um belo ponto de observação da paisagem da porção norte do parque. A partir dele é possível avistar o Ribeirão do Prata e trechos da Estrada Real.

Em dias de maior visibilidade é possível identificar pontos de paisagem nos municípios vizinhos, muito além dos limites do parque, como o pico do Itabirito.

Partindo de Rio Acima são 18km em estrada de terra até alcançar o mirante.

Poço Azul

Foto: Tarcisio NunesO Poço Azul situa-se no Ribeirão do Prata, no município de Raposos.

O acesso ao poço é através de uma trilha de 1,2 km que margeia o Ribeirão do Prata. Ao longo do percurso será possível observar pequenos poços, cascatas, paredões e a mata ciliar.

A trilha é de dificuldade moderada, pois em geral é plana e com poucos pontos mais técnicos.

 

 


Cachoeira Santo Antônio

Foto: Robson de Oliveira
Localizada na divisa entre os municípios de Caeté e Raposos, essa cachoeira possui tons azulados contrastantes com os paredões rochosos avermelhados.

O acesso à cachoeira é possível apenas através de veículo próprio a partir de Caeté (12 km de estrada de terra) ou Raposos (18 km de estrada de terra) e depois 1km de trilha de nível fácil.

 

 


Cachoeira do Cruzado

Foto: Tarcisio NunesA cachoeira do Cruzado, também conhecida como cachoeira do Abacaxi, está localizada em propriedade particular, no distrito de Acuruí, em Itabirito/MG, próximo à região conhecida como Capanema, no córrego da Serra.

O acesso principal é feito pela rodovia BR-356 (entre Itabirito e Ouro Preto), em seguida, pela estrada que leva à portaria da Floresta Estadual do Uaimii, sede do distrito de Acuruí, Mina da Serra Geral e Capanema. Do trevo à sede da propriedade particular são 14km por asfalto e 1km em estrada não pavimentada.

A partir da portaria você fará uma trilha de 1.600 metro com nível de dificuldade fácil.

A queda da cachoeira é em forma de véu de noiva, suas águas caem sobre uma muralha de pedra de aproximadamente 20 metros, com volume mediano, formando ao final um grande lago de águas verdes e frias, com temperaturas de 20ºC e profundidade variando entre 1 e 3 metros. Após a queda, suas águas seguem em pequenas corredeiras, formando a alguns metros à frente uma pequena cascata e lago.

Há cobrança de ingresso pelo proprietário.


Observação de aves

Foto: Adriano Peixoto
Com 311 espécies de aves registradas na área do parque, ele configura-se como importante área para observação da avifauna. Dentre as espécies, 10 delas encontram-se ameaçadas de extinção.

Traga seu binóculo, curiosidade, um pouco de silêncio e paciência. E lembre-se: chegue cedo.

COMO CHEGAR

O Parque tem sede no município de Rio Acima, onde é possível acessar as cachoeiras do Viana, Índio e o Mirante da Serra do Gandarela. O acesso ao município pode ser feito através de linhas de ônibus urbanos ou carro, via MG-030.

Para acessar o Poço Azul e a Cachoeira Santo Antônio, o melhor acesso será através do município de Raposos. O acesso ao município pode ser feito através de linhas de ônibus urbanos ou carro. Contudo, para chegar até a cachoeira é recomendável ir de carro.

O acesso à cachoeira do Cruzado é feito pela rodovia BR-356 (entre Itabirito e Ouro Preto), em seguida, pega-se no trevo a estrada que leva ao distrito de Acuruí. Do trevo à sede da propriedade particular são 14km por asfalto e 1km em estrada não pavimentada.

QUANDO IR

O Parque Nacional da Serra do Gandarela pode ser visitado o ano todo. O verão é marcado por altas temperaturas e maior ocorrência de chuvas. O inverno, também conhecido como período seco, apresenta, em geral, temperaturas amenas, sobretudo durante a noite e com redução da ocorrência de chuvas e de umidade do ar.

ONDE FICAR

Existem diversas pousadas, hotéis e áreas de camping nas cidades do entorno do parque.

COBRANÇA DE INGRESSOS

Não há cobrança de ingresso.

ORIENTAÇÕES

Recomenda-se aos que farão trilha que:

  • Estejam bem preparados fisicamente para o esforço de caminhada;
  • Vistam roupas leves e confortáveis, calçado apropriado para trekking e boné;
  • Carreguem mochila com itens essenciais: água, lanche, capa de chuva, protetor solar e repelente para insetos;
  • A atividade de caminhada em unidades de conservação implica alguns riscos, como queda e mordedura de animais.

Lembramos que:

  • É proibido coletar, perseguir ou apanhar espécimes da fauna e flora silvestre;
  • O fogo pode causar destruição e ocorrência de incêndios florestais, portanto não é permitido sua utilização no parque;
  • Leve o seu lixo de volta para casa, pois não há pontos de coleta nos atrativos citados;
  • Atalhos causam erosão. Utilize a trilha oficial;
  • A utilização de equipamentos e instrumentos sonoros afeta o ecossistema, sendo permitida somente mediante autorização;
  • Para mergulho nas cachoeiras e rios recomenda-se o uso de protetores biodegradáveis;
  • Não é permitido acampar no interior do parque. Recomenda-se buscar áreas de camping em seu entorno.

Acesse o Guia de Conduta Consciente em Ambientes Naturais

Confira outras informações neste portal, dentro da página da UC.

MAPA

mapa_parna_da_serra_do_gandarela

Contatos
(31) 3545-1883
parna.gandarela@icmbio.gov.br

 

 

Fonte: http://www.icmbio.gov.br